‘Estão atrasados’, pressionava Cunha por propina, diz delator

Deputado federal Eduardo Cunha foto: Valter Campanato/Agência Brasil
16 abr 2016

Do Estadão Conteúdo:

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, na Operação Lava Jato, o empresário Ricardo Pernambuco Junior, um dos delatores da Lava Jato, contou à força-tarefa da operação que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reclamou de atraso no pagamento de propina. Pernambuco Júnior apontou pagamento de US$ 4,6 milhões ao deputado entre 2011 e 2014, sob contratos de obras relacionadas ao Porto Maravilha, no Rio.

Segundo o delator, a propina total era de R$ 52 milhões, que deveriam ser divididos pela Carioca Engenharia – R$ 13 milhões -, OAS e Odebrecht, sobre contratos do Porto Maravilha. O empresário entregou aos investigadores uma tabela que aponta 22 depósitos somando US$ 4.680.297,05 em propinas supostamente pagas pela Carioca a Eduardo Cunha entre 10 de agosto de 2011 e 19 de setembro de 2014.

O maior repasse ocorreu em 26 de agosto de 2013 no valor de US$ 391 mil depositados em conta do peemedebista no banco suíço Julius Baer. Em 2011 foram quatro depósitos, somando US$ 1,12 milhão.

Em 2012, Eduardo Cunha recebeu só dessa fonte outros US$ 1,34 milhão divididos em seis depósitos. A tabela revela que em 2013 o deputado – que ainda não exercia a presidência da Casa -, foi contemplado com mais seis depósitos, totalizando US$ 1,409 milhão. Já em 2014, Eduardo Cunha recebeu outros seis depósitos que somaram US$ 804 mil.

O empresário foi questionado pelos procuradores sobre o motivo pelo qual passou a haver regularidade nas transferências a partir de junho de 2014. Raul Pernambuco Júnior disse que “pode ter sido uma ordem dada por seu pai ao banco”.

“O depoente acredita, também, que a regularidade possa ter decorrido das cobranças do deputado Eduardo Cunha, pois o depoente e seu pai ficaram um período sem realizar as transferências e, por tal motivo, houve a cobrança ao depoente pelo referido parlamentar”, relatou o empresário.

Ricardo Pernambuco Jr. afirmou que “nunca falou com qualquer intermediário de Eduardo Cunha”. O delator disse, aos procuradores, ao ser questionado se “o valor solicitado por Eduardo Cunha foi pago integralmente”, que acredita que, somadas todas as transferências previstas nas duas tabelas, “provavelmente o valor foi praticamente pago na integralidade”.

“Era o próprio depoente quem fazia a contabilidade dos valores pagos a Eduardo Cunha, em um documento que já destruiu; o pai do depoente, assim que fazia a transferência, repassava esta informação ao depoente, para que fosse contabilizada”, diz o depoimento.

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Anna Ruth

Anna Ruth Dantas é jornalista, apresentadora do programa RN Acontece, da Band Natal; produz e apresenta o programa Jornal da Cidade, da Rádio Cidade (94 FM - Natal), e apresenta o programa Panorama do RN (em rede com 16 emissoras de rádio do Rio Grande do Norte). Jornalista de grande credibilidade, atua também como consultora e ministra cursos de midia trainning na Trilhar Educação Corporativa.

Comentários

  1. PULITICA BRASILEIRA
    Poeta Cypriano Maribondo – cmgtpoeta@yaho.com.br – Em 16/04/2016
    Esta é a opinião pessoal deste poeta.

    A pulítica no Brasil é brincadeira.
    Principalmente se tá na oposição,
    Seu Dotó só pensa im ter puder.
    Cum o impichima da enganação.

    Na verdade isso é um baita golpe.
    Qui esse dotô Aécio que nus dá.
    Ele é um minerim da gota serena,
    Qui perdeu e agora que si vingá.

    A vingança do dotô feiz o Brasil.
    Cum a casa da Mãe Joana parecê.
    Até lembra a casa da Lui Vremeia.
    O Aécio e sua turma so qué pudê.

    Num tão nem aí pru nosso voto.
    Que feiz a nossa DILMA ganhá.
    O Dotô Aécio qué a prisidência.
    Num importa cumo vai chegá lá.

    O pior e qui muitos brasileiros.
    Pela Globo e o Aécio se inganô.
    Tão inte cumeçando a acreditá.
    Nais mintira contada pelo Dotô.

    Fique certo si o golpe acontecê.
    Nois vai virá casa de Mãe Joana.
    Os Dotô vão acabá cum o Brasil.
    Vão tê pudê mais ningêm manda.

    O Congreço Nacioná tá in festa.
    In casa de Lui Vremelha já viro.
    O eleitô brasileiro que se ferre.
    Só importa o pudê pru seu Dotô.

    O impichima vai dá pru Brasil.
    Temer golpista na prisidencia.
    O eleitô ôtra veiz é isquicido.
    Pra mim isso é uma demência.

    Nois precisamo sarva o Brasil.
    De em casa de Mãe Joana virá.
    Nois vamos luta contra o golpe.
    Nosso BRASIL nois precisa sarvá.

    NOTA DO AUTOR:
    Os erros neste texto são propositais uma vez que escrevi no estilo de
    CORDEL, com a linguagem usada por nossa gente simples e trabalhadora.
    Dos Pés de Serra do Sertão Nordestino, que eu, como natural da cidade
    de Campina Grande, na Paraíba tenho orgulho de fazer parte.

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